terça-feira, 12 de abril de 2011

Pensamento do dia:

"A seta do mal é como Boomerang: sempre volta para o ponto de partida".  
Anônimo

Mães Más

Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que hora regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram dos supermercados ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas dos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde, tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “PAIS MAUS”, COMO MINHA MÃE FOI. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!
Aquelas que já são mães, que não se culpem, e aquelas que serão, que isso sirva de alerta!
Este texto, que circula pela internet, tem autor desconhecido.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Massacre no Rio

     Não tentarei aqui explicar o que aconteceu, tão pouco irei procurar apontar culpados. Mas, como matemático, costumo ficar atento a dados numéricos, e pude perceber que dos mais de 20 massacres ocorridos no mundo, nos últimos anos, nos quais envolveram escolas, quase todos ocorreram entre os meses de Março e Maio, com a grande maioria sendo no mês de Abril (veja alguns dados no final deste texto). Minha primeira reação foi tentar entender o por que disso e algumas ideias surgiram, mas nada muito conclusivo. Já em relação à “barbárie” ocorrida, estudiosos, especialistas, analistas..., todos afirmam que os massacres em escolas envolvem pessoas que foram de certa forma “rejeitadas/humilhadas/mal tratadas”..., ou que não conseguiram “interagir” com o meio no qual viviam. A verdade é que o Mal não tem muita explicação, o certo é que “ele” existe!. Se o fato poderia ter sido evitado? Talvez sim! Mas, por mais que se tomem atitudes, se coloquem detetores de metais nas entradas,..., a verdade é que um fato ou outro, infelizmente, sempre acabará acontecendo. O que podemos, e devemos, é tentar minimizá-los!
     Em breve, ouviremos que escolas particulares estarão colocando esses detetores em suas instalações. Daqui uns 2 ou 3 massacres, o Estado também deverá seguir o mesmo caminho. Afinal, enquanto for filho de pobre morrendo... as coisas demorarão um pouco a acontecer. No momento, o que podemos fazer é ficarmos atentos, especialmente no período de início de ano.

Dados sobre massacres envolvendo estudantes:

 Denver, EUA No ataque mais famoso da história, em abril de 1999, dois alunos entram na escola de Columbine atirando. Um professor e 12 alunos morrem. Os dois cometem suicídio.

 Virgínia, EUA Em abril de 2007, um estudante sul-coreano entra na Universidade Virginia Tech e mata a tiros 32 pessoas, suicidando-se em seguida. Foi o pior massacre dos EUA.

 Minnesota, EUA Um garoto de 16 anos mata o avô e a parceira dele, vai à escola e tira a vida de um professor, um segurança, cinco alunos e sua própria, em março de 2005.

Winnenden, Alemanha Um jovem de 17 anos mata três professores e nove alunos com uma arma dos pais, em março de 1999. As leis de porte de arma tornam-se mais duras.

 Dunblane, Escócia Em março de 1996, um homem invade uma escola e, em três minutos, mata 16 crianças de 5 a 6 anos, além de uma professora. Ele se matou.

Erfurt, Alemanha Um aluno expulso mata 14 professores, dois estudantes e um policial, em abril de 2002. O jovem tirou a própria vida no episódio.

China/2010, 23 mar. 2010. Consternação na China, depois do massacre numa escola,. Um homem esfaqueou oito crianças e feriu outras cinco.

Curioso, não?
LRDantas




terça-feira, 5 de abril de 2011

RANKING DAS ESCOLAS ESTADUAIS DE ARARAS:


      8as. Séries do Ensino Fundamental:

Posição
Escola:
28º
Professor Oscar Alves Janeiro
44º
Ignácio Zurita Jr.
72º
José Ometto
87º
Prof. Vicente Ferreira dos Santos
250º
Profa. Maria Rosa Nucci Pacífico Homem
467º
Carlota Fernandes de Souza Rodini
814º
Dr. Cesário Coimbra
853º
Francisco Graziano
1163º
Profa. Judith Ferrão Legaspe
1783º
Profa. Yolanda Salles Cabianca
2619º
Maximiliano Baruto


     3os. Anos do Ensino Médio:
Posição
Escola:
122º
Francisco Graziano
149º
Prof. Vicente Ferreira dos Santos
890º
Carlota Fernandes de Souza Rodini
1427º
Profa. Yolanda Salles Cabianca
1435º
Maximiliano Baruto
1439º
Profa. Maria Rosa Nucci Pacífico Homem
1491º
Dr. Cesário Coimbra
2034º
Profa. Judith Ferrão Legaspe

terça-feira, 29 de março de 2011

E o lixo venceu... vamos, então, falar sobre “data-base”


            Eu já nem me surpreendo mais.         Afinal, cada dia tem uma notícia nova que me deixa mais enojado e revoltado comigo mesmo por pagar tantos impostos e por ver o meu, o seu, o nosso dinheiro, sendo tão mal utilizado.           
            A Maria Bethânia dizer que votaria na Dilma, certamente não tem nada a ver com o fato de ela ter conseguido que aprovassem um projeto que nos custará R$ 1.300.000,00 (Hum milhão e trezentos mil reais), e que, só para ela, renderá R$ 50.000,00 por mês!    E, pra que isso?    Ela se compromete a criar um blog, onde publicará, diariamente, poesias e um vídeo com duração de 1 minuto, num total de 365 vídeos no ano.       Seu blog se chamará: “O mundo precisa de poesia”, mas eu diria, antes disso, que: O Brasil precisa de vergonha na cara!
            Em Araras, a atual administração justificou que a cobrança para retirada do entulho é um projeto que foi aprovado pela administração do ex-prefeito Luiz Carlos Meneghetti.   Mas, por que será que “ele” não conseguiu eleger seu sucessor?   Foi, certamente, por essas e outras!  Ou seja, vocês estão no caminho certo!    E outra coisa, justificar seus atos tentando jogar o ônus em outros, é muito feio!  Até porque, o aumento de 68% para o funcionalismo público foi aprovado, também, durante aquela administração, e este eu não vi entrar em vigor.   Mas, não quero mais falar sobre esse assunto, até porque não demorará muito e ouviremos que este “aumento” já nos foi dado (vinte e poucos porcento nos últimos anos, mais uns oito porcento neste ano, uns seis no ano que vem... daqui uns 8 anos teremos tido os 68%).
            Agora, em relação à data-base, gostaria de dizer que muito mais importante do que tê-la e ter as “perdas” repostas, é ter aumento real no salário!    Infelizmente, nós, funcionários públicos municipais, não conseguimos nem mesmo repor essas perdas, aumento real então, nem se fala!
            Sei que a data-base é importante, mas tem gente “vangloriando” demais sobre o assunto.   Daqui a pouco ouviremos que a data-base, assim como a meia entrada para estudantes, foram obras de algum político local.    Me poupe!
            Agora, bom mesmo é não ter necessidade de data-base alguma – eu abriria mão da minha – olhem só os vereadores, seus salários subiram de uma única vez, aproximadamente, 60%.    Alguém acredita que o próximo aumento que eles “se darão” ficará abaixo de 10 %, acredita?
            Fico imaginando se, depois da estabilização da economia promovida pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso e o Plano Real, alguém que não seja da “classe política” teve aumento assim?!   Pois os Ministros, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores, esses tiveram!        Seus reajustes salarias nunca ficam na casa de 1 dígito, só os nossos!   Aí, eu pergunto: o importante é ter data-base?
            Eu quero até aproveitar o momento e pedir a algum de nossos ilustres vereadores que tentasse propor uma lei que limitasse o teto de seus salários ao valor pago a um professor da rede municipal com carga completa.    Ou seja, nenhum vereador poderia ganhar mais do que ganha um professor com carga de 40 horas semanais.    Eu sei que isso não seria justo, pois os professores trabalham muito mais, mas seria uma maneira de fazermos com que seus salários ficassem atrelados aos nossos, talvez, assim, tivéssemos uma chance de conseguir aumentos reais.
            E aí, algum vereador quer “abraçar” a minha ideia?   Não precisa ser decisão unânime, se a lei for aprovada, ficaremos satisfeitos.   Então, quem se habilita?   Estamos esperando!

LRDantas

quinta-feira, 24 de março de 2011

Na contramão do Mundo

                                        

            Todos têm acompanhado os tristes acontecimentos ocorridos no Japão.     Países de todos os continentes passaram a rever os seus programas nucleares, todos, menos o Brasil!
            Nossa presidente já disse que “não haverá mudança no programa brasileiro”, e, em breve, teremos mais usinas nucleares.
            Que o Japão tenha construído 52 usinas dá até para entender, pois eles não têm condições naturais que viabilize outros meios para a produção de energia, como através de hidroelétricas ou usinas eólicas.           Mas o Brasil?!
            As nossas usinas nucleares, Angra I e II, produzem, juntas, 2,5 % do total da energia gerada pelo país.  Se o governo, que adora a política de “bolsas”, criasse a “bolsa iluminação”, que distribuiria lâmpadas econômicas às famílias carentes e, concomitante a isso, proibisse a produção das lâmpadas incandescentes e retirasse todos os impostos que incidem sobre as econômicas.   A economia total de energia, estimada, seria de aproximadamente 3,5 %.   Ou seja, bastariam algumas atitudes do governo para que deixássemos de necessitar desta bomba relógio chamada usina nuclear.  E, se eu, um simples professor de matemática, sou capaz de perceber isso, por que os nossos governantes não são?!    As  únicas conclusões a que consigo chegar são:
  • Cada usina construída custa bilhões;
  • Elas são feitas por empreiteiras, que são as maiores doadoras para companhas políticas;
  • Cada usina traz, também, cargos para serem ocupados, muitos cargos!
  • Depois de construídas, toda usina arrecadará dinheiro, que será administrado pela “base aliada” de qualquer governo.
            Percebam as razões pelas quais nada muda nesta país.    Nem sempre o que é melhor para a população é o que conta, pois “eles” têm que pensar nas campanhas, nos partidos que apoiam, nos cargos que serão criados, na distribuição destes cargos, nos Ministérios/Secretarias que serão “distribuídos”, são muitos os interesses inclusos.
            É um imenso bolo do qual todo mundo quer um pedaço.    Já nós, população, somos quem sustenta essa farra toda.    E, às vezes, como na Roma Antiga, somos agraciados com “pão e circo”. Financiar o carnaval de rua é um bom exemplo disso!

LRDantas

terça-feira, 15 de março de 2011

A difícil posição de "vidraça"

           Acessando notícias antigas no site deste jornal, deparei-me com uma que foi publicada em 2008 e que falava sobre o resultado da votação referente ao aumento de 68% para os funcionários públicos.   Foram a favor vereadores que  fazem parte da atual câmara.   Pois bem, resolvi vasculhar mais notícias e descobri que em 2008, um dos vereadores que pertence ao partido do atual prefeito, chegou a fazer, em plenário, um discurso dizendo-se contrário ao aumento que estava sendo proposto para os seus próprios salários, que passaria de R$ 2.100,00 para R$ 3.500,00.  É lógico que o aumento foi aprovado!
            No último dia 28/02, na sessão realizada na câmara municipal, o representante da oposição sindical falou sobre o prometido aumento de 68 %, estavam presentes, dentre outros, o mesmo vereador que faz parte da atual administração e que, no passado, votou a favor do aumento, mas que desta vez, não proferiu uma palavra se quer!
            Fiquei pensando na demagogia, para não dizer hipocrisia, usada na política.         E no como é fácil ser “pedra” e difícil ser “vidraça”!
            Outro pensamento que me ocorreu foi: um vereador que faz um discurso “demagogo” mostrando sua “indignação”, seu “voto contrário” à aprovação de um aumento no seu próprio salário, será que ele devolve a diferença ou faz alguma doação com ela?
            Por quê estou falando sobre isso?
            É que no último dia 21/02, os vereadores, por unanimidade, aprovaram a criação de novos cargos para satisfazerem às suas necessidades.    E percebi que muitos ararenses se indignaram por ter sido o resultado unânime.            Mas vejam bem, que diferença faria se a votação não fosse unânime, mas o resultado fosse o mesmo, ou seja, a aprovação?
            Será que não teríamos, novamente, apenas presenciado algum vereador fazendo os famosos discursos hipócritas, do tipo: “sou contra”, “é inoportuno”,..., mas que depois desfrutaria do resultado juntamente como os demais?
            Entre a hipocrisia de discursos fajutas e a honestidade inescrupulosa de votação vergonhosa, eu prefiro a “honestidade”!  Mas e você?
            Já em relação aos 68 % de aumento, algumas indagações: Não foi uma reivindicação da oposição na época, oposição esta que hoje administra a cidade?! Então, cadê os discursos inflamados?  Cadê as explicações de que era possível? Cadê o dinheiro? Cadê o aumento?... Cadê???

LRDantas

sábado, 5 de março de 2011

Inclusão escolar dos portadores de necessidades especiais


           Muito se tem falado sobre a inclusão escolar, mas nem todos gostam do assunto, que é polêmico e difícil de ser tratado.
            Gostaria de deixar bem claro que as coisas que escrevo aqui expressam apenas uma reflexão minha sobre o assunto.
            Fazendo um retrocesso histórico sobre o tema: pessoas deficientes.  Na Roma Antiga, crianças deficientes eram jogadas no esgoto; nos Estados Unidos, a educação inclusiva teve início devido ao grande número de soldados que voltaram mutilados do Vietnã; a Assembléia Geral das Nações Unidas recomenda que: “quando for pedagogicamente factível, o ensino de pessoas deficientes deve acontecer dentro do sistema escolar normal”; no Brasil, a Constituição garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, já o Estatuto da Criança e do Adolescente proclama as escolas regulares como o meio mais eficaz de combate à discriminação e  a LDB 9394  aponta que a educação dos portadores de necessidades especiais deve dar-se preferencialmente na rede regular de ensino.
            Lembrando que existem vários tipos de deficientes: físico, auditivo, visual, mental,..., e acho que a inclusão não deveria ser tratada de forma igual para todos os casos, até porque o sistema regular de ensino não está preparado para lidar praticamente com nenhum deles.     Agora, partindo do pressuposto que as escolas regulares estivessem preparadas para recebê-los, a decisão de qual seria o melhor lugar para matricular o aluno, deve ser dos pais!
            Minhas dúvidas, como professor, são: Quando você tem os dentes tortos, você procura um dentista comum ou procura um ortodontista?  Quando você tem um problema no coração, você procura um clínico geral ou procura um cardiologista?       Se você for diagnosticado com câncer, irá procurar um pediatra ou procurará um oncologista?            Ou seja, se você tem um problema na coluna, você procura um ortopedista; se você tem um problema visual, procura um oftalmologista; se tiver um problema no ouvido, nariz ou garganta, você, certamente,  procurará por  um otorrinolaringologista.            O que eu estou querendo demonstrar é que os melhores resultados só são obtidos quando tratados por especialistas em suas áreas.      Salvo raras exceções, cada tipo de deficiência deve ser tratada por um especialista, ou seja, as escolas devem ser diferenciadas para melhor atender sua clientela, não serem transformadas em “modelos únicos”, onde um único tipo de escola serve para todos os tipos de pessoas.            Deveríamos pensar em criarmos escolas especializadas para cada tipo de realidade, para cada tipo de inteligência, para cada tipo deficiência, para cada tipo de comunidade,..., não irmos no sentido contrário disso.            Outra coisa, esses alunos de inclusão não são diferenciados pelo sistema, mas o governo coloca as escolas técnicas do estado como sendo as melhores, pois apresentam os melhores resultados nos mais diversos sistemas de avaliações.  O que ninguém fala é que seus alunos são selecionados, já que tiveram que passar por uma prova para conseguirem a vaga, o que as tornam escolas “para os melhores”.  Outra coisa, há algum caso de inclusão nestas escolas?           Pensem nisso.

LRDantas

Ensino retroo


            Vivemos num mundo moderno, com um sistema educacional do passado.   Os governantes gastam bilhões de reais com reforço e recuperação de alunos.             Investimos um dinheiro absurdo para que nossos jovens consigam resolver coisas como uma equação logarítmica.
            Não seria mais fácil e barato se distribuíssemos calculadoras científicas e ensinássemos os nossos alunos a usá-las?
            Estamos no século XXI, vivendo em pleno “boom tecnológico”, e ao invés de ensinarmos o que fazer com o que já foi criado, queremos que nossos alunos continuem resolvendo os problemas como se vivessem na época em que estes foram descobertos.      John Neper (século XVI), foi quem publicou as primeiras tabelas de logaritmos que permitiam a simplificação de cálculos aritméticos complicados para a época, mas que hoje podem ser feitos em segundos por qualquer calculadora que custa menos que vinte reais.
            Alguém já sofreu lá no passado para que hoje possamos ter uma vida mais fácil!
            No ensino estamos usando o forno à lenha quando já existe o micro-ondas.
            Alguns defensores deste ensino arcaico dirão que é preciso saber como se faz, etapa por etapa, para só então usufruir da Sra. Tecnologia.    É o mesmo que dizer que só se deve utilizar o automóvel, depois de se aprender como funciona toda a mecânica do motor!         Convenhamos, o que importa mesmo é saber dirigir o veículo e conseguir chegar onde se quer chegar.
            Vamos parar de ensinar coisas que não têm necessidades de se aprender.
            De que adianta o aluno perder um mês escolar para aprender a resolver - como no passado - cálculos que ele poderia fazer em segundos com a calculadora, se no final ele não souber o principal: o que fazer com aquilo?
            Deveríamos investir nosso tempo ensinando-os para que servem, quando se usam e como se usam as coisas que eles estão aprendendo. Desta forma estariam aprendendo a raciocinar ao invés de decorarem passagens e fórmulas que muitas vezes não têm o menor sentido.    Teríamos, então, aulas menos monótonas e alunos mais interessados.
            Quando vamos ousar e mudar?        Quando vamos ter um ensino condizente com o mundo moderno? Quando vamos entender que aprender os números complexos não acrescentará nada na vida dos nossos alunos e que seria muito mais importante se eles aprendessem a lidar com o cartão de crédito?!

LRDantas

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Esclarecimento e pedido aos senhores vereadores

            Recentemente os nossos ilustríssimos representantes aprovaram a criação de mais cargos para satisfazerem às suas necessidades.      Agora, além do assessor, com salário de R$ 1.170,00, terão, também, o chefe de gabinete, que receberá R$  2.175,00.            A justificativa dada para a diferença entre os salários, foi que: “os novos deverão possuir nível superior, por isso não poderão ganhar menos”.          Senhores vereadores, realmente vocês precisam de menos assessores e de mais conhecimento da realidade, pois os professores do nosso município têm “nível superior” e não ganham isso!   E ainda tiveram que prestar concurso para ocuparem o cargo.    Mas e aí,como será a ocupação dessas vagas para chefe de gabinete?
            Uma curiosidade, para quem não sabe, o cargo de vereador nos Estados Unidos – ou ocupante de função similar – não é remunerado.  Lá, quem se diz “preocupado com o bem estar da população”, faz isso de graça!  Aqui, além de ganharem muito bem, estão sempre achando um jeito para que mais pessoas próximas ganhem também.
            Não sejamos ingênuos, todos sabemos como funciona a política.    Não existe apoio por ideologia, o que existe é apoio por interesses próprios (Secretarias, Diretorias, …, cargos!).            Quem não conhece alguém que “carregou cavaletes” na última eleição e que agora está com um “carguinho” em algum lugar na prefeitura?       Ou seja, até parece que já não tem um bando de gente empregada na atual administração por intermédio de vários de vocês, então, pra que mais cargos?
            É lógico que toda regra tem exceção e parabenizo os poucos que fazem política pelas razões corretas e jamais bateram às “portas da esperança” da prefeitura ou aceitaram fazer a política da barganha, parabéns!
            Agora, voltando ao assunto, eu gostaria de pedir aos senhores, que foram tão rápidos na criação desses cargos, que propusessem uma lei estipulando um “teto mínimo” para funcionário com “nível superior”, pode ser o valor que será pago a esses novos chefes de gabinete, garanto que os professores ficarão muito felizes.  O que acham?
            Estarei esperando que algum de vocês faça a proposta, afinal, é vergonhoso como os professores nunca conseguem ter um aumento que propicie um salário digno, enquanto esses cargos, que estão sempre sendo criados, possuam uma remuneração que nós gostaríamos e mereceríamos ganhar, mas que nunca ganhamos!
            Esperarei sentado, se não se importarem, pois sei que quando se trata de fazer pelos outros, sempre: “esbarra em alguma lei”, “falta dinheiro”, “não existe apoio”, “estamos estudando a possibilidade”, “está chovendo muito”, “fez sol demais”,..., blá, blá, blá,..., blá, blá, blá,..., blá,blá,blá.

LRDantas

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A moda agora é “terceirização”

Como a prefeitura diz “não dar conta da limpeza do entulho da cidade”, querem terceirizar esse serviço, que passaria a ser cobrado, logicamente!

Se olharmos por este prisma e formos terceirizar tudo o que a prefeitura não tem dado conta, terceirizaríamos a saúde, a educação, a (…). O que não seria tão ruim, pois, se uma empresa contratada fosse responsável pelo ensino, o que cobraríamos dela seria resultados; e, certamente, não se contrataria pessoas pela filiação partidária, pelo tamanho da igreja que a apoia ou pelo grau de amizade, já que o critério passaria a ser competência (não que nestes lugares não existam pessoas competentes, mas só nestes lugares?!).

Vejam bem: não sou totalmente contra as terceirizações, alguns Estados “terceirizaram” os seus presídios e são estes os poucos onde celular não entra, não há rebeliões, ou seja, preso fica preso! Mas tem um porém, eles não criaram nenhuma cobrança à parte por isso , pois já pagamos impostos demais.

Voltando à educação, infelizmente esta não é vista como investimento e sim como gasto. Para nossos governantes a educação tem que dar “lucro” e “se possível” resultados, o que é lamentável. Por que vocês acham que as prefeituras - assim como fez a de Araras – brigam para municipalizar o ensino? Alguém acredita que, se não viessem rios de dinheiro com a municipalização, alguma prefeitura iria querer mais essa responsabilidade, acredita?! A maioria dessas prefeituras não dava conta nem do que era de sua competência e, no entanto, quiseram “abraçar” mais isso, tudo pensando nas verbas.

É lógico que quando se fala em terceirizações alguns poderiam se perguntar do “por quê?”.

Vários estudiosos do assunto afirmam, categoricamente, que certos tipos de terceirização são a maneira mais fácil para a obtenção de “propinas”. O Ministério Público já conseguiu diversas liminares na justiça impedindo que alguns municípios fizessem isso.

Já a minha opinião sobre a terceirização da coleta de entulhos é bem simples: é um sinal claro de incompetência!

Recentemente Ronaldo “O Fenômeno” anunciou a sua aposentadoria, disse “não estar dando conta das dores do corpo”. Assim como jogador que “não dá conta” se aposenta, político que “não dá conta” poderia renunciar, afinal, não existe nem multa rescisória e com a bolinha que estão jogando... ninguém sentirá falta! Mas se forem continuar, o que acredito, façam ao menos um regime, vocês não têm hipotireoidismo, então enxuguem a máquina, as secretarias estão obesas e precisam perder alguns quilinhos. E outra coisa, “O Fenômeno” pelo menos nos deixou coisas boas na memória, já vocês, o que deixarão?

Ah, para os mais “velhos”, por favor, me escrevam para dizer se já viram a nossa cidade tão suja e mal cuidada como agora, já viram? Certamente quando faltarem seis meses para as próximas eleições, tudo ficará uma maravilha.

LRDantas

Dantas1503@yahoo.com.br

http://professor-dantas.blogspot.com/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Falando a verdade I

Falando a verdade

Recentemente ao participar de uma reunião de professores cuja pauta era "discussões das propostas curriculares", fui “apresentado” a essa frase: “o aluno tem o direito de aprender”. Será que alguém não sabia disso??? A questão é: será que todos sabem que os professores também têm o direito de ensinar? Mas como ensinar em salas de aulas superlotadas? Como ensinar alunos que não estão comprometidos com o ensino?

Infelizmente quando os governos criam “esmolas sociais”, como o Bolsa Família, e vincula o seu recebimento à frequência escolar, cria-se alunos compromissados com a frequência e não com o aprendizado. Devemos repensar esse critério, pois estamos “dando” sem cobrar efetivamente nada em troca; talvez devêssemos atrelar o recebimento desses auxílios não à frequência, mas sim ao aprendizado.

Hoje temos alunos que não fazem nada em sala de aula, só estão lá para garantir o recebimento dessas “bolsas”. Será que eles não mudariam essa postura se lhes fossem cobrado um pouco mais do que só a frequência? Sabemos que “tudo que é fácil não se dá valor”..

É lógico que o objetivo dessas “esmolas” é o retorno político; afinal, é muito mais interessante que um grande número de pessoas recebam ao invés de um número menor, pois isso poderá virar “votos”. Quando o governo decide ampliar essa “esmola” para os jovens de dezesseis e dezessete anos que frequentem a escola (novamente “frequência” apenas), seria muita ingenuidade achar que isso não tem nada a ver com o fato desses jovens já poderem votar... Não sejamos tolos!

Para encerrar, gostaria de deixar bem claro que não sou contra esses auxílios, só estou questionando o critério usado pelos governos para garantir o seu recebimento, e só a frequência não é a melhor maneira, talvez se usassem o rendimento escolar, resolveríamos dois grandes problemas ao mesmo tempo... pensem nisso.

L.R.Dantas

dantas1503@yahoo.com.br

Falando a verdade II

“O cavalo manga-larga carrega o peso por 99 km em uma corrida de 100 km e é deixado para trás, o último quilometro é percorrido muitas vezes por um pangaré que leva toda a fama”.
Acontece algumas coisas engraçadas no nosso sistema educacional. De um lado dizem que é “antipedagógico” separar os alunos em turmas homogêneas (em outras palavras, colocar os bons com os bons, os médios com os médios...), há teses e teses defendendo esse ponto de vista. E, embora as escolas, de diversos estados, que utilizaram a separação por nível de desempenho tenham obtido os melhores resultados nos mais diversos tipos de avaliações, parece que isso não é o bastante para mudarem algumas “cabeças”.
Vamos então às incoerências geradas por essas pessoas: são contra as turmas homogêneas, mas as escolas técnicas do estado, que são citadas como as que tiveram os melhores resultados nas últimas avaliações, só são freqüentadas por quem é aprovado em um “vestibulinho”, ou seja, são alunos selecionados, grupos homogêneos! E sabe o que é injusto? É que os professores que formaram essa “elite” de alunos que foram aprovados nesses vestibulinhos não têm o seu trabalho reconhecido. O governo paga um bônus maior para os professores que “correm” o último quilometro e esquecem que alguém “carregou” aquele aluno até ali, isso não é certo, isso não é justo! Experimentem distribuir essas vagas por sorteio, quero ver se essas escolas conseguirão os mesmos resultados.
Outro absurdo é que esses professores que ministram aulas nessas escolas técnicas não são nem mesmo concursados, são escolhidos numa banca que muitas vezes se torna uma banca de amigos. É como se o concurso público onde você competiu com mais de 100 mil professores tivesse um valor menor do que uma escolha feita por uma banca com nem meia dúzia de pessoas. E a incoerência continua, pois o governo está dizendo que irá aumentar o salário dos professores de acordo com os resultados obtidos por seus alunos. É como se o professor que ministra aulas numa escola heterogênea, com turmas heterogêneas, em bairros carentes, com alto índice de criminalidade, de problemas familiares, etc., fatores que influenciam no aprendizado, fosse ele “o professor” o culpado por tudo isso. Será que ninguém vê que as escolas “normais” não trabalham com alunos selecionados assim como fazem as escolas técnicas?
Recentemente os professores das escolas técnicas receberam um aumento acima de 40%, enquanto os professores estaduais continuam na esperança (talvez devêssemos tentar a loteria, a probabilidade será maior).
Por fim gostaria de fazer um pedido aos responsáveis pelas escolas técnicas: realizem concursos para a contratação de seus professores, deem uma chance para os que carregaram o peso por 99 km de terminarem o percurso, e quem sabe um dia também serem valorizados.
L.R.Dantas
dantas1503@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Futebol X Educação

Texto publicado em 22/07/2004

Dizem que o Brasil é o país do futebol, mas também é o país da corrupção, da miséria, da desigualdade social, da cachaça, do turismo sexual, da exploração infantil,... pena que não sejamos o país da educação.

O brasileiro vive com uma renda mensal baixíssima e mesmo assim consegue gastar o pouco que ganha indo a estádios de futebol; não dá para entender. A riqueza que o futebol proporciona a alguns jogadores de grandes times faz com que a profissão de jogador seja objeto de sonho de muitos de nossos jovens, especialmente os mais carentes. Por esta razão, é que eu acho que o governo deveria exigir um mínimo de escolaridade para que uma pessoa se tornasse jogador de futebol. Muitas crianças com dificuldade escolar, quando o professor questiona: “sem estudar o que você quer ser na vida?”, logo ele ouve a resposta: “eu não preciso estudar, vou ser jogador de futebol”. Talvez essa ideia de que para ser jogador de futebol você não precisa de estudos exista muito em função das “besteiras” que costumamos ouvir de alguns de nossos grandes craques, coisas do tipo “nóis tamo bem trenado”, “nóis nus preparemo muito para esse jogo”, etc.

Estes jogadores não percebem que eles prestam um desserviço a educação. Afinal, como ídolos de muitas crianças, estes deveriam se preocupar em dar bons exemplos para os mesmos. Mas quando numa entrevista um jogador diz que fugia da escola para jogar futebol, ou que estudou até a 8ª série, que tipo de exemplo ele acaba dando?

Somos sim o país do futebol, mas temos que ser também o país da educação. Afinal, quantos Ronaldinhos existem? Quantos Cafús existem? Todos devem acreditar em seus sonhos, mas mantendo sempre um pé na realidade. Não se pode negar as estatísticas, e ela mostra que não é a maioria que consegue vencer nessa profissão.

Acreditemos, pois, nos estudos, já que o sonho pode ser tirado de você, mas conhecimento não!

LRDantas

dantas1503@yahoo.com.br

A França está bem mais próxima...

Imaginem essa matemática: alguém começa a trabalhar aos 16 anos, aos 51 ele terá 35 anos de contribuição... aposentadoria! Durante esse período ele pagou 11% de seu salário mensal para a previdência, o que quer dizer que em um ano ele contribuiu, já corrigido, com menos de 1 salário e meio para a sua aposentadoria. Isso significa que em 35 anos ele terá contribuído com aproximadamente 53 salários. Se fizéssemos uma conta “fria”, aproximada, sem levar algumas coisas em consideração, diríamos que ele teria uns 4 anos e meio de salários para receber (53 dividido por 12).

Agora voltemos ao nosso “jovem” de 51 anos que estaria se aposentando. A expectativa de vida atual, veja bem: ATUAL, é de 73 anos, o que quer dizer que ele teria que receber por 22 anos tendo pago o suficiente para 4 anos e meio, lembra? Essa conta não fecha! Ah, se ele for casado e vier a morrer aos 73, sua esposa – cuja expectativa de vida é maior, 77 anos – continuará recebendo, isso em pleno século XXI. As mulheres contribuem por um tempo menor e recebem por um tempo maior, e a tal da “igualdade”?

Veja bem, eu sei que existem variáveis que incrementam os números a nosso favor, os trabalhadores, mas não podemos esquecer dos milhões que nunca contribuíram e que foram “contemplados” com a aposentadoria. Afinal, é muito fácil dar dinheiro nesta país, vira voto! O problema é: quem pagará a conta?

Precisamos, como a França, de uma nova reforma da previdência. E que ela acabe com as aposentadorias especiais como a dos militares, cujas filhas não se casam e assim continuam recebendo até o fim de suas vidas ( são duas gerações se beneficiando de uma única contribuição), a dos políticos,... etc. O difícil é acreditar que quem faz as leis, faça algo que vá contra os seus próprios privilégios, afinal, nossos políticos são rápidos para aprovarem leis que os favoreçam, todos viram o que fizeram para aumentar seus próprios salários. Se nosso povo não fosse tão “pacífico”, talvez fossemos para as ruas “brigar” contra tamanha palhaçada; e a palavra é palhaçada mesmo, pois quando se trata de aumento de salário para o povo os índices são pífios, já para os nossos políticos 62%.

Uma pequena mensagem para os funcionários públicos do nosso município, existe sim a possibilidade de termos problemas sérios para recebermos nossas aposentadorias, pois, infelizmente, para um lugar tão importante como a ARAPREV, os candidatos eleitos são votados levando-se em consideração muito mais a relação de amizade do que a capacidade técnica para exercerem suas funções. Só não se esqueçam que de nada adiantará reclamar futuramente dos erros cometidos no “passado”.

LRDantas

dantas1503@yahoo.com.br