terça-feira, 15 de março de 2011

A difícil posição de "vidraça"

           Acessando notícias antigas no site deste jornal, deparei-me com uma que foi publicada em 2008 e que falava sobre o resultado da votação referente ao aumento de 68% para os funcionários públicos.   Foram a favor vereadores que  fazem parte da atual câmara.   Pois bem, resolvi vasculhar mais notícias e descobri que em 2008, um dos vereadores que pertence ao partido do atual prefeito, chegou a fazer, em plenário, um discurso dizendo-se contrário ao aumento que estava sendo proposto para os seus próprios salários, que passaria de R$ 2.100,00 para R$ 3.500,00.  É lógico que o aumento foi aprovado!
            No último dia 28/02, na sessão realizada na câmara municipal, o representante da oposição sindical falou sobre o prometido aumento de 68 %, estavam presentes, dentre outros, o mesmo vereador que faz parte da atual administração e que, no passado, votou a favor do aumento, mas que desta vez, não proferiu uma palavra se quer!
            Fiquei pensando na demagogia, para não dizer hipocrisia, usada na política.         E no como é fácil ser “pedra” e difícil ser “vidraça”!
            Outro pensamento que me ocorreu foi: um vereador que faz um discurso “demagogo” mostrando sua “indignação”, seu “voto contrário” à aprovação de um aumento no seu próprio salário, será que ele devolve a diferença ou faz alguma doação com ela?
            Por quê estou falando sobre isso?
            É que no último dia 21/02, os vereadores, por unanimidade, aprovaram a criação de novos cargos para satisfazerem às suas necessidades.    E percebi que muitos ararenses se indignaram por ter sido o resultado unânime.            Mas vejam bem, que diferença faria se a votação não fosse unânime, mas o resultado fosse o mesmo, ou seja, a aprovação?
            Será que não teríamos, novamente, apenas presenciado algum vereador fazendo os famosos discursos hipócritas, do tipo: “sou contra”, “é inoportuno”,..., mas que depois desfrutaria do resultado juntamente como os demais?
            Entre a hipocrisia de discursos fajutas e a honestidade inescrupulosa de votação vergonhosa, eu prefiro a “honestidade”!  Mas e você?
            Já em relação aos 68 % de aumento, algumas indagações: Não foi uma reivindicação da oposição na época, oposição esta que hoje administra a cidade?! Então, cadê os discursos inflamados?  Cadê as explicações de que era possível? Cadê o dinheiro? Cadê o aumento?... Cadê???

LRDantas

sábado, 5 de março de 2011

Inclusão escolar dos portadores de necessidades especiais


           Muito se tem falado sobre a inclusão escolar, mas nem todos gostam do assunto, que é polêmico e difícil de ser tratado.
            Gostaria de deixar bem claro que as coisas que escrevo aqui expressam apenas uma reflexão minha sobre o assunto.
            Fazendo um retrocesso histórico sobre o tema: pessoas deficientes.  Na Roma Antiga, crianças deficientes eram jogadas no esgoto; nos Estados Unidos, a educação inclusiva teve início devido ao grande número de soldados que voltaram mutilados do Vietnã; a Assembléia Geral das Nações Unidas recomenda que: “quando for pedagogicamente factível, o ensino de pessoas deficientes deve acontecer dentro do sistema escolar normal”; no Brasil, a Constituição garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, já o Estatuto da Criança e do Adolescente proclama as escolas regulares como o meio mais eficaz de combate à discriminação e  a LDB 9394  aponta que a educação dos portadores de necessidades especiais deve dar-se preferencialmente na rede regular de ensino.
            Lembrando que existem vários tipos de deficientes: físico, auditivo, visual, mental,..., e acho que a inclusão não deveria ser tratada de forma igual para todos os casos, até porque o sistema regular de ensino não está preparado para lidar praticamente com nenhum deles.     Agora, partindo do pressuposto que as escolas regulares estivessem preparadas para recebê-los, a decisão de qual seria o melhor lugar para matricular o aluno, deve ser dos pais!
            Minhas dúvidas, como professor, são: Quando você tem os dentes tortos, você procura um dentista comum ou procura um ortodontista?  Quando você tem um problema no coração, você procura um clínico geral ou procura um cardiologista?       Se você for diagnosticado com câncer, irá procurar um pediatra ou procurará um oncologista?            Ou seja, se você tem um problema na coluna, você procura um ortopedista; se você tem um problema visual, procura um oftalmologista; se tiver um problema no ouvido, nariz ou garganta, você, certamente,  procurará por  um otorrinolaringologista.            O que eu estou querendo demonstrar é que os melhores resultados só são obtidos quando tratados por especialistas em suas áreas.      Salvo raras exceções, cada tipo de deficiência deve ser tratada por um especialista, ou seja, as escolas devem ser diferenciadas para melhor atender sua clientela, não serem transformadas em “modelos únicos”, onde um único tipo de escola serve para todos os tipos de pessoas.            Deveríamos pensar em criarmos escolas especializadas para cada tipo de realidade, para cada tipo de inteligência, para cada tipo deficiência, para cada tipo de comunidade,..., não irmos no sentido contrário disso.            Outra coisa, esses alunos de inclusão não são diferenciados pelo sistema, mas o governo coloca as escolas técnicas do estado como sendo as melhores, pois apresentam os melhores resultados nos mais diversos sistemas de avaliações.  O que ninguém fala é que seus alunos são selecionados, já que tiveram que passar por uma prova para conseguirem a vaga, o que as tornam escolas “para os melhores”.  Outra coisa, há algum caso de inclusão nestas escolas?           Pensem nisso.

LRDantas

Ensino retroo


            Vivemos num mundo moderno, com um sistema educacional do passado.   Os governantes gastam bilhões de reais com reforço e recuperação de alunos.             Investimos um dinheiro absurdo para que nossos jovens consigam resolver coisas como uma equação logarítmica.
            Não seria mais fácil e barato se distribuíssemos calculadoras científicas e ensinássemos os nossos alunos a usá-las?
            Estamos no século XXI, vivendo em pleno “boom tecnológico”, e ao invés de ensinarmos o que fazer com o que já foi criado, queremos que nossos alunos continuem resolvendo os problemas como se vivessem na época em que estes foram descobertos.      John Neper (século XVI), foi quem publicou as primeiras tabelas de logaritmos que permitiam a simplificação de cálculos aritméticos complicados para a época, mas que hoje podem ser feitos em segundos por qualquer calculadora que custa menos que vinte reais.
            Alguém já sofreu lá no passado para que hoje possamos ter uma vida mais fácil!
            No ensino estamos usando o forno à lenha quando já existe o micro-ondas.
            Alguns defensores deste ensino arcaico dirão que é preciso saber como se faz, etapa por etapa, para só então usufruir da Sra. Tecnologia.    É o mesmo que dizer que só se deve utilizar o automóvel, depois de se aprender como funciona toda a mecânica do motor!         Convenhamos, o que importa mesmo é saber dirigir o veículo e conseguir chegar onde se quer chegar.
            Vamos parar de ensinar coisas que não têm necessidades de se aprender.
            De que adianta o aluno perder um mês escolar para aprender a resolver - como no passado - cálculos que ele poderia fazer em segundos com a calculadora, se no final ele não souber o principal: o que fazer com aquilo?
            Deveríamos investir nosso tempo ensinando-os para que servem, quando se usam e como se usam as coisas que eles estão aprendendo. Desta forma estariam aprendendo a raciocinar ao invés de decorarem passagens e fórmulas que muitas vezes não têm o menor sentido.    Teríamos, então, aulas menos monótonas e alunos mais interessados.
            Quando vamos ousar e mudar?        Quando vamos ter um ensino condizente com o mundo moderno? Quando vamos entender que aprender os números complexos não acrescentará nada na vida dos nossos alunos e que seria muito mais importante se eles aprendessem a lidar com o cartão de crédito?!

LRDantas

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Esclarecimento e pedido aos senhores vereadores

            Recentemente os nossos ilustríssimos representantes aprovaram a criação de mais cargos para satisfazerem às suas necessidades.      Agora, além do assessor, com salário de R$ 1.170,00, terão, também, o chefe de gabinete, que receberá R$  2.175,00.            A justificativa dada para a diferença entre os salários, foi que: “os novos deverão possuir nível superior, por isso não poderão ganhar menos”.          Senhores vereadores, realmente vocês precisam de menos assessores e de mais conhecimento da realidade, pois os professores do nosso município têm “nível superior” e não ganham isso!   E ainda tiveram que prestar concurso para ocuparem o cargo.    Mas e aí,como será a ocupação dessas vagas para chefe de gabinete?
            Uma curiosidade, para quem não sabe, o cargo de vereador nos Estados Unidos – ou ocupante de função similar – não é remunerado.  Lá, quem se diz “preocupado com o bem estar da população”, faz isso de graça!  Aqui, além de ganharem muito bem, estão sempre achando um jeito para que mais pessoas próximas ganhem também.
            Não sejamos ingênuos, todos sabemos como funciona a política.    Não existe apoio por ideologia, o que existe é apoio por interesses próprios (Secretarias, Diretorias, …, cargos!).            Quem não conhece alguém que “carregou cavaletes” na última eleição e que agora está com um “carguinho” em algum lugar na prefeitura?       Ou seja, até parece que já não tem um bando de gente empregada na atual administração por intermédio de vários de vocês, então, pra que mais cargos?
            É lógico que toda regra tem exceção e parabenizo os poucos que fazem política pelas razões corretas e jamais bateram às “portas da esperança” da prefeitura ou aceitaram fazer a política da barganha, parabéns!
            Agora, voltando ao assunto, eu gostaria de pedir aos senhores, que foram tão rápidos na criação desses cargos, que propusessem uma lei estipulando um “teto mínimo” para funcionário com “nível superior”, pode ser o valor que será pago a esses novos chefes de gabinete, garanto que os professores ficarão muito felizes.  O que acham?
            Estarei esperando que algum de vocês faça a proposta, afinal, é vergonhoso como os professores nunca conseguem ter um aumento que propicie um salário digno, enquanto esses cargos, que estão sempre sendo criados, possuam uma remuneração que nós gostaríamos e mereceríamos ganhar, mas que nunca ganhamos!
            Esperarei sentado, se não se importarem, pois sei que quando se trata de fazer pelos outros, sempre: “esbarra em alguma lei”, “falta dinheiro”, “não existe apoio”, “estamos estudando a possibilidade”, “está chovendo muito”, “fez sol demais”,..., blá, blá, blá,..., blá, blá, blá,..., blá,blá,blá.

LRDantas

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A moda agora é “terceirização”

Como a prefeitura diz “não dar conta da limpeza do entulho da cidade”, querem terceirizar esse serviço, que passaria a ser cobrado, logicamente!

Se olharmos por este prisma e formos terceirizar tudo o que a prefeitura não tem dado conta, terceirizaríamos a saúde, a educação, a (…). O que não seria tão ruim, pois, se uma empresa contratada fosse responsável pelo ensino, o que cobraríamos dela seria resultados; e, certamente, não se contrataria pessoas pela filiação partidária, pelo tamanho da igreja que a apoia ou pelo grau de amizade, já que o critério passaria a ser competência (não que nestes lugares não existam pessoas competentes, mas só nestes lugares?!).

Vejam bem: não sou totalmente contra as terceirizações, alguns Estados “terceirizaram” os seus presídios e são estes os poucos onde celular não entra, não há rebeliões, ou seja, preso fica preso! Mas tem um porém, eles não criaram nenhuma cobrança à parte por isso , pois já pagamos impostos demais.

Voltando à educação, infelizmente esta não é vista como investimento e sim como gasto. Para nossos governantes a educação tem que dar “lucro” e “se possível” resultados, o que é lamentável. Por que vocês acham que as prefeituras - assim como fez a de Araras – brigam para municipalizar o ensino? Alguém acredita que, se não viessem rios de dinheiro com a municipalização, alguma prefeitura iria querer mais essa responsabilidade, acredita?! A maioria dessas prefeituras não dava conta nem do que era de sua competência e, no entanto, quiseram “abraçar” mais isso, tudo pensando nas verbas.

É lógico que quando se fala em terceirizações alguns poderiam se perguntar do “por quê?”.

Vários estudiosos do assunto afirmam, categoricamente, que certos tipos de terceirização são a maneira mais fácil para a obtenção de “propinas”. O Ministério Público já conseguiu diversas liminares na justiça impedindo que alguns municípios fizessem isso.

Já a minha opinião sobre a terceirização da coleta de entulhos é bem simples: é um sinal claro de incompetência!

Recentemente Ronaldo “O Fenômeno” anunciou a sua aposentadoria, disse “não estar dando conta das dores do corpo”. Assim como jogador que “não dá conta” se aposenta, político que “não dá conta” poderia renunciar, afinal, não existe nem multa rescisória e com a bolinha que estão jogando... ninguém sentirá falta! Mas se forem continuar, o que acredito, façam ao menos um regime, vocês não têm hipotireoidismo, então enxuguem a máquina, as secretarias estão obesas e precisam perder alguns quilinhos. E outra coisa, “O Fenômeno” pelo menos nos deixou coisas boas na memória, já vocês, o que deixarão?

Ah, para os mais “velhos”, por favor, me escrevam para dizer se já viram a nossa cidade tão suja e mal cuidada como agora, já viram? Certamente quando faltarem seis meses para as próximas eleições, tudo ficará uma maravilha.

LRDantas

Dantas1503@yahoo.com.br

http://professor-dantas.blogspot.com/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Falando a verdade I

Falando a verdade

Recentemente ao participar de uma reunião de professores cuja pauta era "discussões das propostas curriculares", fui “apresentado” a essa frase: “o aluno tem o direito de aprender”. Será que alguém não sabia disso??? A questão é: será que todos sabem que os professores também têm o direito de ensinar? Mas como ensinar em salas de aulas superlotadas? Como ensinar alunos que não estão comprometidos com o ensino?

Infelizmente quando os governos criam “esmolas sociais”, como o Bolsa Família, e vincula o seu recebimento à frequência escolar, cria-se alunos compromissados com a frequência e não com o aprendizado. Devemos repensar esse critério, pois estamos “dando” sem cobrar efetivamente nada em troca; talvez devêssemos atrelar o recebimento desses auxílios não à frequência, mas sim ao aprendizado.

Hoje temos alunos que não fazem nada em sala de aula, só estão lá para garantir o recebimento dessas “bolsas”. Será que eles não mudariam essa postura se lhes fossem cobrado um pouco mais do que só a frequência? Sabemos que “tudo que é fácil não se dá valor”..

É lógico que o objetivo dessas “esmolas” é o retorno político; afinal, é muito mais interessante que um grande número de pessoas recebam ao invés de um número menor, pois isso poderá virar “votos”. Quando o governo decide ampliar essa “esmola” para os jovens de dezesseis e dezessete anos que frequentem a escola (novamente “frequência” apenas), seria muita ingenuidade achar que isso não tem nada a ver com o fato desses jovens já poderem votar... Não sejamos tolos!

Para encerrar, gostaria de deixar bem claro que não sou contra esses auxílios, só estou questionando o critério usado pelos governos para garantir o seu recebimento, e só a frequência não é a melhor maneira, talvez se usassem o rendimento escolar, resolveríamos dois grandes problemas ao mesmo tempo... pensem nisso.

L.R.Dantas

dantas1503@yahoo.com.br

Falando a verdade II

“O cavalo manga-larga carrega o peso por 99 km em uma corrida de 100 km e é deixado para trás, o último quilometro é percorrido muitas vezes por um pangaré que leva toda a fama”.
Acontece algumas coisas engraçadas no nosso sistema educacional. De um lado dizem que é “antipedagógico” separar os alunos em turmas homogêneas (em outras palavras, colocar os bons com os bons, os médios com os médios...), há teses e teses defendendo esse ponto de vista. E, embora as escolas, de diversos estados, que utilizaram a separação por nível de desempenho tenham obtido os melhores resultados nos mais diversos tipos de avaliações, parece que isso não é o bastante para mudarem algumas “cabeças”.
Vamos então às incoerências geradas por essas pessoas: são contra as turmas homogêneas, mas as escolas técnicas do estado, que são citadas como as que tiveram os melhores resultados nas últimas avaliações, só são freqüentadas por quem é aprovado em um “vestibulinho”, ou seja, são alunos selecionados, grupos homogêneos! E sabe o que é injusto? É que os professores que formaram essa “elite” de alunos que foram aprovados nesses vestibulinhos não têm o seu trabalho reconhecido. O governo paga um bônus maior para os professores que “correm” o último quilometro e esquecem que alguém “carregou” aquele aluno até ali, isso não é certo, isso não é justo! Experimentem distribuir essas vagas por sorteio, quero ver se essas escolas conseguirão os mesmos resultados.
Outro absurdo é que esses professores que ministram aulas nessas escolas técnicas não são nem mesmo concursados, são escolhidos numa banca que muitas vezes se torna uma banca de amigos. É como se o concurso público onde você competiu com mais de 100 mil professores tivesse um valor menor do que uma escolha feita por uma banca com nem meia dúzia de pessoas. E a incoerência continua, pois o governo está dizendo que irá aumentar o salário dos professores de acordo com os resultados obtidos por seus alunos. É como se o professor que ministra aulas numa escola heterogênea, com turmas heterogêneas, em bairros carentes, com alto índice de criminalidade, de problemas familiares, etc., fatores que influenciam no aprendizado, fosse ele “o professor” o culpado por tudo isso. Será que ninguém vê que as escolas “normais” não trabalham com alunos selecionados assim como fazem as escolas técnicas?
Recentemente os professores das escolas técnicas receberam um aumento acima de 40%, enquanto os professores estaduais continuam na esperança (talvez devêssemos tentar a loteria, a probabilidade será maior).
Por fim gostaria de fazer um pedido aos responsáveis pelas escolas técnicas: realizem concursos para a contratação de seus professores, deem uma chance para os que carregaram o peso por 99 km de terminarem o percurso, e quem sabe um dia também serem valorizados.
L.R.Dantas
dantas1503@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Futebol X Educação

Texto publicado em 22/07/2004

Dizem que o Brasil é o país do futebol, mas também é o país da corrupção, da miséria, da desigualdade social, da cachaça, do turismo sexual, da exploração infantil,... pena que não sejamos o país da educação.

O brasileiro vive com uma renda mensal baixíssima e mesmo assim consegue gastar o pouco que ganha indo a estádios de futebol; não dá para entender. A riqueza que o futebol proporciona a alguns jogadores de grandes times faz com que a profissão de jogador seja objeto de sonho de muitos de nossos jovens, especialmente os mais carentes. Por esta razão, é que eu acho que o governo deveria exigir um mínimo de escolaridade para que uma pessoa se tornasse jogador de futebol. Muitas crianças com dificuldade escolar, quando o professor questiona: “sem estudar o que você quer ser na vida?”, logo ele ouve a resposta: “eu não preciso estudar, vou ser jogador de futebol”. Talvez essa ideia de que para ser jogador de futebol você não precisa de estudos exista muito em função das “besteiras” que costumamos ouvir de alguns de nossos grandes craques, coisas do tipo “nóis tamo bem trenado”, “nóis nus preparemo muito para esse jogo”, etc.

Estes jogadores não percebem que eles prestam um desserviço a educação. Afinal, como ídolos de muitas crianças, estes deveriam se preocupar em dar bons exemplos para os mesmos. Mas quando numa entrevista um jogador diz que fugia da escola para jogar futebol, ou que estudou até a 8ª série, que tipo de exemplo ele acaba dando?

Somos sim o país do futebol, mas temos que ser também o país da educação. Afinal, quantos Ronaldinhos existem? Quantos Cafús existem? Todos devem acreditar em seus sonhos, mas mantendo sempre um pé na realidade. Não se pode negar as estatísticas, e ela mostra que não é a maioria que consegue vencer nessa profissão.

Acreditemos, pois, nos estudos, já que o sonho pode ser tirado de você, mas conhecimento não!

LRDantas

dantas1503@yahoo.com.br

A França está bem mais próxima...

Imaginem essa matemática: alguém começa a trabalhar aos 16 anos, aos 51 ele terá 35 anos de contribuição... aposentadoria! Durante esse período ele pagou 11% de seu salário mensal para a previdência, o que quer dizer que em um ano ele contribuiu, já corrigido, com menos de 1 salário e meio para a sua aposentadoria. Isso significa que em 35 anos ele terá contribuído com aproximadamente 53 salários. Se fizéssemos uma conta “fria”, aproximada, sem levar algumas coisas em consideração, diríamos que ele teria uns 4 anos e meio de salários para receber (53 dividido por 12).

Agora voltemos ao nosso “jovem” de 51 anos que estaria se aposentando. A expectativa de vida atual, veja bem: ATUAL, é de 73 anos, o que quer dizer que ele teria que receber por 22 anos tendo pago o suficiente para 4 anos e meio, lembra? Essa conta não fecha! Ah, se ele for casado e vier a morrer aos 73, sua esposa – cuja expectativa de vida é maior, 77 anos – continuará recebendo, isso em pleno século XXI. As mulheres contribuem por um tempo menor e recebem por um tempo maior, e a tal da “igualdade”?

Veja bem, eu sei que existem variáveis que incrementam os números a nosso favor, os trabalhadores, mas não podemos esquecer dos milhões que nunca contribuíram e que foram “contemplados” com a aposentadoria. Afinal, é muito fácil dar dinheiro nesta país, vira voto! O problema é: quem pagará a conta?

Precisamos, como a França, de uma nova reforma da previdência. E que ela acabe com as aposentadorias especiais como a dos militares, cujas filhas não se casam e assim continuam recebendo até o fim de suas vidas ( são duas gerações se beneficiando de uma única contribuição), a dos políticos,... etc. O difícil é acreditar que quem faz as leis, faça algo que vá contra os seus próprios privilégios, afinal, nossos políticos são rápidos para aprovarem leis que os favoreçam, todos viram o que fizeram para aumentar seus próprios salários. Se nosso povo não fosse tão “pacífico”, talvez fossemos para as ruas “brigar” contra tamanha palhaçada; e a palavra é palhaçada mesmo, pois quando se trata de aumento de salário para o povo os índices são pífios, já para os nossos políticos 62%.

Uma pequena mensagem para os funcionários públicos do nosso município, existe sim a possibilidade de termos problemas sérios para recebermos nossas aposentadorias, pois, infelizmente, para um lugar tão importante como a ARAPREV, os candidatos eleitos são votados levando-se em consideração muito mais a relação de amizade do que a capacidade técnica para exercerem suas funções. Só não se esqueçam que de nada adiantará reclamar futuramente dos erros cometidos no “passado”.

LRDantas

dantas1503@yahoo.com.br

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Araprev

Algumas coisas nós pagamos e nem nos damos conta...
estava olhando o "morterith" deste mês e reparei que a ARAPREV é descontada sobre o 1/3 de férias... legal!!!!
Quer dizer que quando eu me aposentar irei receber 1/3 nas férias???
Alguém pode me responder isso????
Estou no aguardo... assim como o aumento de salário... estou no aguardo!
Afinal, o Papai Noel veio, o coelhinho da páscoa veio... só falta o aumento!
Ah, quase me esquecia: "não tem dinheiro", mas a secretaria irá mudar de endereço e passará a pagar de aluguel o dobro do que pagava, também terão novos carros, mais funcionários (alguns sindicatos irão fechar...rsrsrsrs). Eu só queria saber em que posição na "lista de prioridades" encontra-se a VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR. Está na lista, né?

Tenhamos todos um ótimo 2011!
Afinal, a nossa felicidade não depende deles... pelo menos, a minha não!
dantas1503@yahoo.com.br
Feliz!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Por que só investimos nos que precisam?

Eu sei que muitos não concordarão com o que irei escrever, mas lembro-os sempre que aquilo que escrevo nada mais é do que a minha opinião.
Vivemos em um país de terceiro mundo, que vive querendo ser o que não é, que acha que o que vem de fora é melhor, e que não entende que esse tipo de pensamento é o que irá nos manter nessa situação.
É legal ver na TV comerciais como os do Ronaldinho e do Hebert Vianna, mas acho que não é tentando passar a imagem de que somos diferentes "não desistimos nunca", que conseguiremos mudar a maneira como nos vemos. Estamos tentando sair de uma situação na qual nos sentimos inferiores, para uma situação na qual nos sentimos superiores, deveríamos tentar mostrar que somos "iguais". Afinal, não podemos correr o risco de nos tornarmos prepotentes como os americanos. Além do mais, existem inúmeros casos pelo mundo afora de pessoas que demonstraram tamanha força de vontade, ou seja, isso não é exclusividade do povo brasileiro.
Vamos acreditar que somos tão bons quanto qualquer outro, não superiores, e nem inferiores.
Vamos investir nos que merecem, não apenas nos que precisam. Afinal, creio que esse seja um dos nossos maiores defeitos. Por vivermos em um país com tantos problemas, onde tantas pessoas passam por dificuldades, passamos a olhar para um único lado, e isto não nos fará melhores. Temos que ter um olhar mais amplo, só assim este país será grande.
Peguemos como exemplo a Educação, quase todos os esforços, os investimentos, as mudanças, são voltados para os alunos problemas, permitam-me chamá-los de alunos ruins.
Gastamos um dinheiro absurdo com reforço e recuperação de alunos que, na maioria dos casos, não querem "nada com nada". Por que não olhamos para o outro lado, ou seja, para os alunos bons?
Por que não investimos em aulas extras, ou aulas avançadas, para alunos que "são interessados"?. Ou seja, por que não investimos também nos que merecem?
Não estou dizendo que deveríamos esquecer dos que precisam, só não acredito que apenas tornar "ruins", razoáveis, mudará este país. Deveríamos fazer esforços, investimentos, e mudanças, para que nossos alunos "médios" se tornassem "bons", e para que nossos alunos "bons" se tornassem "ótimos", pois só assim o país mudará.
Vamos investir também nos que merecem... são esses que farão o nosso Brasil melhor!

Texto que publiquei em 09/09/2004

Infelizmente... ainda não entenderam o recado... pois nada mudou!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Cargos de confiança, cargos polítcos, cargos com apadrinhamento, cargos comissionados, cargos..., até quando?

Ninguém nomeia um enfermeiro para o cargo de médico, mas tem algumas nomeações que são difíceis de entender. Consultei o site da Transparência Brasil e vi como é fácil conseguir informações sobre funcionários públicos no âmbito federal, mas a mesma facilidade não ocorre nos governos municipais. Acho que todos gostaríamos de saber quantos são os cargos de confiança aqui em Araras, quem são seus ocupantes, quais são as suas qualificações e quanto custam para os nossos cofres.
Gostaria de saber, também, o que torna um auxiliar de mecânico apto para exercer a função de Diretor em uma de nossas "empresas cabide", ou um auxiliar de enfermagem apto para exercer a função de Diretor em uma de nossas "repartições cabide", fora o fato dessas pessoas terem distribuído "santinhos" e carregado "cavaletes" durante as campanhas eleitorais.
Algumas escolhas são aceitáveis, pois levam em consideração a competência demonstrada por determinadas pessoas na vida privada, mas carregar bandeira, distribuir "santinhos" e aplaudir discursos não deveriam ser atributos para nomeações, já que isso não dá Know-how a ninguém.
Outra coisa, o salário do Presidente da República é R$ 11.239,24, todo mundo pode saber, mas saber quanto ganham - já que somos nós quem pagamos - esses funcionários que exercem os cargos de confiança é quase impossível!
O candidato eleito pelo povo e derrotado pelo "clero", Pedrinho Eliseu, havia reduzido o número de cargos em comissão de 967 para 263, mas e hoje, quantos são? Será que não existem dentro da administração pessoas capazes para exercerem certas funções? Será possível algum dia limitarem por lei o número desses "cabides"?
Uma das coisas que acontece e que é muito certa é a indicação do Presidente do Banco Central, pois mesmo sendo feita pelo Presidente da República, ele tem que passar por uma sabatina para ser aprovado. Já pensaram se isso fosse feito em todos os níveis? Acho que não teríamos tantos casos como: Formação: filho/a de candidato, sindicalista, parente de fulano,..., ou: Habilitação: entregador de "santinhos", bobo da corte, puxa saco de campanha,..., etc. Ah, como é bom sonhar!
Por fim, gostaria de deixar aqui mais algumas palavras para reflexão: O país passará os próximos 4 anos sem uma oposição, já que o governo possui a maioria no Congresso e no Senado, e isso significa que a Presidente terá todo o poder nas mãos para fazer o bem e não terá as mãos atadas para fazer o mal. Em outras palavras, nunca estivemos tão dependentes da Imprensa - da parte que não se vende - pois está é quem molda a opinião pública e caberá a ela nos defender.
LRDantas

E o que nos dirá a história daqui alguns anos?

O presidente Lula vive dizendo que "nunca antes na história desse país...", se colocando como "o criador" de tudo de bom que está por aí, será? Não se negam os avanços ocorridos durante o seu governo, mas deixar de dar créditos ao governo anterior por grande parte do que estamos vivendo é como se déssemos graças ao florista e esquecessemos de agradecer ao floricultor.
Mudanças em um país não são como alterações que se faz nos sabores dos alimentos, acrescenta-se sal, um pouco de tempero e o resultado é imediato. Muitas mudanças que colhemos hoje foram plantadas lá atrás, até o Collor tem seus méritos, afinal, foi ele o primeiro a ter coragem de dizer "carro no Brasil é carroça!". Pois bem, voltemos um pouco ao presidente Lula, eu sei que um dos erros que cometemos é quando nos calamos e, infelizmente, nos calamos quando o Sr. Lula foi às rádios e televisões dizendo que: "eu sabia, ao sentar-me na cadeira de presidente, que todos que sentaram-se aqui podiam errar, mas eu não", e isso passou a impressão de que ele não errou. Então, o que dizer do Mensalão, do escândalo dos dólares na cueca, do Valerioduto, do caso Erenice, José Direceu,..., foi tudo acerto?
Lula tem seus méritos, um deles foi seguir a política econômica deixada pelo Fernando Henrique Cardoso - tanto que levou para o Banco Central o Henrique Meirelles, um homem que era do PSDB - e outro foi deixar de lado quase todas as suas promessas de campanha.
Como o Lula será lembrado daqui 8 anos, isso eu não sei, só o tempo dirá, mas com certeza vai depender muito mais de como nos lembraremos da Dilma (sua Criação), do que de como nos lembramos dele hoje.
O Brasil é maior que qualquer partido ou qualquer personagem político!
LRDantas

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A frase do Serra, a verdade sobre as eleições e os Royalties do Petróleo


O Serra não só perdeu a eleição como também deu à oposição o maior argumento para ser usado na próxima campanha.


Eu não tenho dúvidas de que veremos e ouviremos na próxima eleição para o governo de São Paulo a reprodução da fala do José Serra: "a alternância no poder faz bem para a Democracia", é tudo o que o PT quer para São Paulo.


Não sei porque pensar assim, afinal, uma das frases mais ditas no mundo é: "em time que está ganhando não se mexe". Não que eu achasse que o governo Lula estivesse ganhando, mas a maioria dos que votaram acharam que sim. Não a maioria dos eleitores, já que o número de abstenções foi de 21,5% e se verificarmos o percentual de votos da Dilma em relação ao número total de eleitores, ela teve 41,05% dos votos, já que somos 135.804.443 eleitores e ela teve 55.752.529 votos. Mas isso já é passado, o que eu gostaria que alguém me respondesse é o seguinte: Se o governador de São Paulo fosse petista, a Petrobras acharia petróleo aqui em Santos ou continuaria achando apenas na bacia de Santos, mas na parte que é do Rio de Janeiro? Os royalties vão pra lá!


Fico imaginando como deve ser a conversa entre os responsáveis pelas perfurações dos poços e seus "comandantes petistas": "Senhor, encontramos petróleo na posição: latitude 45SP, longitude 45SP", e a resposta do outro lado: "façam um desvio de menos 32 e vão para: latidude 13RJ, longitude 13RJ, câmbio, desligo!". É lógico que estou brincando, mas é estranho como as grandes descobertas só são feitas na área "carioca". Pô, o mar é território nacional!


E se não mudaram ainda a legislação sobre os royalties, vamos fazer uns furinhos aqui do lado de São Paulo também, a população agradece!

LRDantas

dantas1503@yahoo.com.br

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Porrada, porrada!

Professores: "Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?".
O trecho desta música do Gabriel O Pensador serve como uma luva em diversas situações e, infelizmente, hoje serei obrigado a utilizá-lo para falar sobre a situação dos professores.
Eu tenho esperança de que algum dia o trabalho desses profissionais venha a ser reconhecido e de que eles passem a receber um salário digno que lhes permita ter uma jornada de trabalho menos estressante. Para quem não sabe, boa parte dos professores trabalha manhã, tarde e noite, e para conseguir ter algum aumento salarial, na forma de gratificação, eles têm ainda que fazer cursos aos finais de semana. Professor não precisa viver?
O problema é que o salário base de um professor da rede municipal da cidade Araras, com carga de 30 horas semanais, é de aproximadamente R$ 1 mil (20 % menor do que o salário pago aos "marronzinhos" - nada contra eles - deve ser uma questão de prioridades; afinal, os marronzinhos dão lucro, já os professores...), e se você acha isso uma agressão, saiba que eles sofrem agressões piores.
Recentemente um fato ocorrido dentro de uma das escolas do nosso município chamou a minha atenção. Uma professora foi agredida por uma mãe de aluno - agredida fisicamente - e não teve o devido amparo da nossa Secretaria da Educação.
Veja bem, se começarmos a achar que existem argumentos que justifiquem uma agressão, é o fim! Não podemos, em hipótese alguma, permitir isso, pois estaríamos voltando à pré-história. Espero que nossos Homo-sapiens que estão no comando entendam isso. E bem no momento em que os legisladores brasileiros estão discutindo uma lei que proibirá até os famosos "tapinhas" dados pelos pais, em Araras temos um acontecimento desse?! Só falta falar "não bata no seu filho, vá para escola e bata na professora dele", piada!
Professores já são humilhados demais, menosprezados demais, desrespeitados demais..., basta!
Outra coisa, parem de dizer que "a educação é a menina dos meus olhos", pois pelo visto ela já está gorda, velha e com cataratas! Gorda, basta olhar para a Secretaria "inchada"; velha, pois os anos passaram e... com cataratas, difícil de enxergar. Entendam uma coisa: "os professores esperam por mais ações e menos discursos, então... ajam!".
Para terminar, só mais uma coisa. Diversas prefeituras da nossa região têm pago o bônus para os seus professores, mas Araras nunca! Parodiando a frase mais usada em discursos políticos, pelo visto a educação em Araras está mais para "a mina dos meus olhos".
LRDantas